Biofeedback

Esquece o ADN. A grande revolução contra o cancro pode estar na eletricidade do teu corpo

clear glass bulb on human palm

Passamos as últimas décadas a ouvir falar sem parar do genoma, do nosso ADN, e de como os nossos genes ditam praticamente tudo o que nos acontece. Mas, e se eu te disser que há um outro sistema, totalmente invisível, que pode ser a chave para curar o cancro e regenerar o nosso corpo?

Pois é, parece ficção científica, mas é pura biologia. Recentemente, cruzei-me com um artigo fascinante publicado no G1 (com base numa reportagem da BBC) que me deixou a pensar nisto o dia todo. Apresento-te o "Electroma".

Afinal, o que é isso do Electroma?

Resumindo de forma simples: nós somos pilhas ambulantes. O nosso corpo está cheio de fluidos carregados de íons (como o cálcio, o potássio ou o sódio). Quando estes íons atravessam as membranas das nossas células, geram pequenas correntes elétricas.

A autora e divulgadora científica Sally Adee ajudou a popularizar o termo "electroma" para descrever esta rede bioelétrica gigante. Segundo ela, não há um único movimento ou pensamento teu que não seja controlado por esta eletricidade de baixa voltagem. Até aqui, tudo bem. Onde a coisa fica realmente inacreditável é quando olhamos para as doenças.

Células cancerígenas: as "viciadas" em eletricidade

O professor Mustafa Djamgoz, um investigador do Imperial College de Londres que estuda isto há décadas, fez uma descoberta brutal. Ele percebeu que as células cancerígenas têm um comportamento elétrico bizarro.

O problema principal do cancro não é apenas o tumor em si — podes viver com um tumor se ele ficar quietinho no seu canto. O verdadeiro perigo é a metástase (quando o cancro se espalha pelo corpo). E o que o professor Djamgoz descobriu é que as células cancerígenas só se tornam agressivas e começam a viajar pelo corpo quando ficam "eletricamente excitáveis". Elas geram um zumbido elétrico que as deixa completamente hiperativas.

Desligar o interruptor do cancro

Se o cancro precisa desta excitação elétrica para se espalhar, o que acontece se nós, literalmente, lhe desligarmos a corrente?

Foi exatamente isso que os investigadores testaram. Ao usar bloqueadores dos canais de íons de sódio (basicamente, fechando as "portas" por onde a eletricidade passa na célula), eles conseguiram travar a propagação do cancro.

A magia disto é que não estamos a falar de destruir o corpo com quimioterapia agressiva. Estamos a falar de acalmar as células cancerígenas e transformar um cancro agressivo numa doença benigna e crónica, com a qual a pessoa pode viver tranquilamente (como acontece com a diabetes, por exemplo).

De facto, um ex-aluno de Djamgoz analisou dados de pacientes com cancro que, por acaso, também tomavam um medicamento para o coração chamado ranolazina (que por acaso é um bloqueador de canais de sódio). O resultado? Sobreviveram, em média, 60% mais tempo do que os outros doentes. É obra!

Então, por que não estamos já a usar isto nos hospitais?

É aqui que a realidade esbarra na burocracia. O artigo do G1 aponta três razões principais (e um bocado frustrantes) para isto ainda não ser a norma:

  1. A medicina é conservadora: Mudar protocolos que têm mais de 50 anos (como a quimio e a radioterapia) demora imenso tempo. Ninguém quer arriscar o pescoço.

  2. Falta de interesse financeiro: Os medicamentos que bloqueiam estes canais elétricos já existem e são baratos. Ou seja, não dão os lucros astronómicos que os novos tratamentos geram para as grandes farmacêuticas.

  3. O "medo" da física: Esta fez-me rir, mas é trágica. Para entender o electroma, os médicos e biólogos precisam de perceber de física (leis de Ohm, correntes, etc.). E, aparentemente, muita gente na área da saúde foge da física como o diabo foge da cruz!

A verdade é que estamos apenas a arranhar a superfície do que o nosso corpo consegue fazer quando percebemos a sua "rede elétrica". Seja para tratar tumores ou até para curar feridas graves de forma quase mágica, o futuro da medicina pode muito bem passar por afinar a nossa voltagem.

E tu, já tinhas ouvido falar do Electroma? Deixa a tua opinião nos comentários, estou curioso para saber o que acham desta abordagem!

(Fonte consultada e recomendada para leitura aprofundada: G1 / BBC News Mundo)

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O sistema MANDELAYQ9 Biofeedback não é um método de diagnóstico nem o terapeuta é médico e rejeitamos por completo o termo “medicina quântica”. É uma terapia que fornece aos pacientes informações cruciais acerca do stress, motivando-os a mudar os seus estilos de vida de forma a promoverem a saúde e o bem-estar em geral. Para cuidados de saúde por favor procure o seu médico.


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